Moneybuilding
O exercício do dinheiro
Se você precisasse fazer 1k reais a mais em novembro, você saberia como?
Se você precisasse fazer 5k a mais em novembro, você saberia como?
Se você precisasse fazer 20k a mais em novembro, você saberia como?
Tente responder como. Não mentalmente. Escreva exatamente o que você faria.
Em qual pergunta a sua mente passou a encontrar dificuldades de responder?
Você se sentiu ridículo em algum momento? (“Até parece… 20 mil reais num mês”).
Por quê? Vou te ajudar. Das opções abaixo, quais pareceram mais importantes?
a) Preciso de mais experiência
b) Preciso de mais conhecimento
c) Preciso de mais contatos
d) Preciso de mais habilidades
e) Preciso de mais credibilidade
Pense um pouco antes de continuar lendo.
Eu espero…………………………………………………………………………………………………….………………………….
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Antes de te responder, saiba que eu já conheci gente muito rica. Muito mais do que jamais imaginei que um ser humano poderia ou deveria ser. Não me entenda mal.
Eu nunca quis ser empresário, mas eu também sempre tive dificuldade de obedecer os outros e facilidade de ouvir pessoas com dinheiro quando elas pagam o jantar para mim.
Algo que notei é que todos eles veem o dinheiro da seguinte forma:
quando eles querem fazer mais dinheiro eles não pensam em “fazer mais dinheiro”, eles pensam em criar algo que vai fazer o dinheiro para eles.
Explico:
Acabei de gastar 200k reais em um carro e 50k em estantes e decoração. O Rafael de 5 anos já tinha uma casa de 1 milhão.
O Rafael de 10 anos ganhava 4k reais, então para ele isso seria inconcebível, uma tragédia da qual ele jamais se recuperaria porque ele ainda nem tinha saído da casa dos pais — por covardia. (Ah, sim a gente não diz isso em voz alta, a gente fala “que precisa se organizar mais antes”).
Como tudo na vida, se você durar um pouco mais, as coisas mudam e elas mudam você. Eu mudei. Acontece que hoje eu penso como eles:
“Vou fazer uma oferta que vai pagar isso para mim”;
“Vou criar uma imersão que vai pagar isso para mim”;
“Vou prestar um serviço que vai pagar isso para mim” e assim por diante.
Você nunca vai “fazer dinheiro”. Essa é uma possibilidade exclusiva da Casa da Moeda e gera um obstáculo mental invencível.
Você cria algumas coisas e elas fazem o dinheiro para você. Sim, eu achava uma mudança imbecil e você tem todo o direito de achar também. Mas confie em mim por alguns minutos. Vou desempacotar tudo isso para você. Pegue suas respostas:
Independentemente da sua resposta ali em cima, o momento em que você travou mostra o grau do seu conhecimento técnico a respeito de como criar coisas que fazem o dinheiro. Veja só.
Se você não sabe como fazer 5k reais a mais no mês que vem, significa que você tem um problema de conhecimento. As pessoas subestimam isso porque elas se surpreendem de não terem ficado milionárias depois de 10h de curso. Mas é mais comum do que os soberbos gostam de admitir.
Isso acontece mesmo se você tiver, digamos, um serviço de 3k. Se você tem um serviço de 3k e não sabe como vender 2 por mês, você ainda tem um problema de conhecimento. Técnico mesmo. Você tem o que, mas não tem o como.
Se você nem tem o que ou nem sabe como criar um serviço de 1k ou 10k, você também, claro, tem um problema técnico ou de conhecimento.
Você pode achar que não tem nada que valha mil reais e pensar que esse é um problema de autoestima porque você é só um bichinho de matar com pedra (mais sobre isso a seguir).
Então eu falo para vender 10 coisas de 100 reais se você acha muito injusto cobrar isso dos outros. Você sabe agora como vender 10 coisas de 100 reais?
Se mesmo assim você não fizer, o problema é o abaixo:
Se você sabe o que fazer, como fazer e não faz, você tem um problema moral.
Quer dizer que mais conhecimento técnico não vai te ajudar.
Você precisa FAZER e fazer exige um pouco de coragem. Você não ganha coragem se escondendo, mas se expondo. Você não está “paralisado” porque sabe muito, esse é o jeito nobre de dizer que você tem medo de descobrir que não é tão inteligente quanto pensa. Você também não precisa de coragem para ter mais coragem. Não é assim que funciona.
Você provavelmente precisa apenas de incentivo (mais força moral), alguma situação que limite a sua liberdade (uma dívida, uma desgraça) e acompanhamento (leia-se: alguém te cobrando).
Um conselho é começar onde há menos liberdade de escolha.
Às vezes as pessoas me perguntam sobre “qual nicho escolher” e eu fico impressionado com a autoestima delas.
Quer dizer, você acha que pode trabalhar em todos?
Do que adianta você saber que o nicho de iluminação para obras de arte é bom se você não sabe absolutamente nada sobre isso?
Você ou vai começar com conteúdo gratuito ou conteúdo pago (anúncio).
Você ou vai começar no IG, Tiktok, Youtube ou Linkedin. As outras são acessórias (mesmo o Substack).
Você ou vai começar com um serviço ou com um infoproduto com comunidade ou com uma mentoria. Não há muita liberdade aí.
Comece reconhecendo o que você já tem na mão.
O segundo conselho é cobrar o dobro na sua próxima venda.
Eu sou a última pesso a dizer que você tem que cobrar “o que você merece”. Acho que esse é um conselho ruim porque a pessoa com pouca autoestima vai até reduzir o preço. O problema real é justamente esse.
BAIXA AUTOESTIMA te leva inevitavelmente a BAIXA OPINIÃO DO SEU TRABALHO.
Porque você projeta o que sente sobre si mesmo em tudo que produz. Se você se vê como um medíocre, o seu trabalho vai refletir exatamente isso. Você olha para ele e pensa: “Isso não é bom porque Eu não sou bom o bastante.”
Essa BAIXA OPINIÃO DO SEU TRABALHO provoca BAIXA CRIATIVIDADE.
Criatividade demanda experimentar, errar, propor algo novo. Mas se você já assume que o que criar será medíocre (porque você é medíocre), para que tentar? Você autocensura antes mesmo de começar. Então trava. Copia. Joga no Chat GPT. Você mata a criatividade com o travesseiro do fracasso.
Essa BAIXA CRIATIVIDADE te arrasta para BAIXA ENERGIA.
Não existe combustível maior que criar algo que você acredita ser bom. Quando você cria sem acreditar no que faz, você tem exaustão sem progresso. Aquela sensação horrível de que você está envelhecendo sem ter ficado bom em nada. Assim, seu corpo entende que o esforço é inútil e corta a energia. Por que gastar recursos em algo que nem você acha que vale a pena?
Essa BAIXA ENERGIA desaba em BAIXA MOTIVAÇÃO.
A motivação pode vir de fora, mas frequentemente ela é o resultado de ver progresso, de acreditar que seu esforço importa. Mas se você não tem energia para executar bem, produz qualquer coisa mais ou menos, o que confirma sua crença de que não é bom, o que corrói ainda mais a motivação. Sem energia você entrega mal, entregar mal confirma que você é ruim, confirmar que é ruim tira mais energia.
E essa BAIXA MOTIVAÇÃO prepara a BAIXA RENDA.
Porque de duas, uma:
Você cobra menos que deveria porque não acredita que seu trabalho vale mais. Quando o cliente pergunta o preço, você gagueja, oferece desconto e aceita menos do que precisa. Sua voz já diz “eu sei que não sou tão bom assim, então vou cobrar pouco pra compensar”. O cliente ouve isso. E paga pouco mesmo. Ou pior: desconfia. “Se ele cobra tão barato, será que presta?”
Você cobra o “correto” mas entrega com a energia de quem não acredita. O cliente sente que falta algo. Confiança. Convicção. Fica bem abaixo do esperado e ele não renova, não indica, não volta.
Eu já cometi todos esses erros e bem mais de uma vez, mais do que os dedos das mãos e dos pés juntos. Eu sou cabeça-dura. Você não precisa ser tão burro quanto eu, o processo é assim. Você pode cobrar mais porque cobrar mais:
↓ Te força a entregar melhor
↓ Entregar melhor gera evidência de competência
↓ Evidência aumenta autoestima
↓ Autoestima te dá confiança pra experimentar
↓ Experimentar estimula a criatividade
↓ Fazer algo criativo gera energia
↓ Energia alimenta motivação
↓ Motivação te faz trabalhar melhor
↓ Trabalho melhor justifica preço alto
O terceiro é comprar tempo.
O tempo é a moeda da vida porque você pode pensar dessa forma: eu poderia fazer 100k reais em 5 anos, mas não em 1 ano. Você poderia ser milionário em 100 anos, mas não em 10 anos. Exemplo:
Pegue o valor onde sua mente disse “não” lá em cima no exercício.
Pergunte: “Se eu vivesse 50 anos, conseguiria ganhar isso?”
Continue expandindo: 75 anos, 100 anos, 250 anos, 500 anos, 1000 anos
Note como fica mais fácil dizer “sim” com mais tempo.
Multiplique por 10x, 100x ou 1000x o valor original.
Ao expandir mentalmente seus limites e identificar as lacunas reais, você reprograma suas crenças sobre o que é possível e resolve os problemas certos, permitindo que sua mente aceite objetivos financeiros maiores (se esse for o seu caso, claro).
O exercício funciona porque expõe que a única diferença entre você agora e uma versão mais rica de você é tempo, experiência e desenvolvimento e não uma impossibilidade fundamental, como “eu sou burro” ou “eu gosto da ansiedade de não saber se vou falir mês que vem”.
Se você está lendo esse exercício, saiba que você é plenamente capaz. O seu trabalho agora então é identificar o que está faltando para comprimir esse tempo. Há 4 formas comuns de fazer isso:
Experiência: busque mentores (experiência indireta para te poupar de erros comuns, como estes desse texto), reduza o tempo entre ter a ideia e fazer acontecer (um desafio de 30 dias de conteúdo, por exemplo)
Conhecimento: nada novo: estude, faça cursos, leia livros.
Conexões: Esteja em grupos e participe deles de forma útil e constante (não seja um voyeur).
Habilidades: Desenvolva competências específicas para o seu projeto (ex: aprender a falar com a câmera, montar material, escrever etc).
Todos esses problemas têm solução e eu quero muito que você tenha sucesso no que você quer construir. É uma pena que o nosso corpo material precise de coisas materiais e coisas materiais precisem de dinheiro.
Eu creio que nossa alma é imortal e até reencarna, então eu acho que todos nós podemos recomeçar. Mas eu tenho muito medo de estar vivendo pela vigésima vez cometendo os mesmos erros. Você não?
Gostaria de cometer novos erros e surpreender todos os diabos e mentores espirituais. Agora imagina você que acredita que só se vive uma vez e só fica empolgado com a vida quando o iFood toca a campainha?
Lembre-se de que é só um exercício. Você não vai viver 250 anos.
Por favor, cometa novos erros. Logo.
PS: Esse é apenas UM dos exercícios diários da minha imersão “WORLDBUILDING”, onde eu entrego um método novo para criar marcas pessoais. Você pode se inscrever aqui com 10% de desconto usando o cupom “ALUNO”.






O melhor do texto é que ele é exatamente o que alunos e não alunos deveriam ter feito lá no mês do Worldbuilding (uns 2 meses atrás) mas não fizeram.
E maioria continuará inerte até que uma desgraça decaia sobre suas vidas e os limite.
As pessoas não aproveitam as chances que a vida dá. Não aproveitam o tanto de oportunidades para crescer que existem, nem precisa ser todas, apenas uma.
Bom, espero e torço para que os leitores não esperem a desgraça sentar-se na sala para tomarem providência.
O melhor texto que li na semana, meu deu ainda mais motivação para continuar fazendo o que comecei nessa semana.
Eu: lancei uma mentoria; comecei a produzir conteúdo para o Instagram para aprender a falar com a câmera; cobrei um valor pela mentoria que nunca tinha cobrado em nada educacional ainda.
O money é de quem faz 🤘